Crítica Space Jam: Um Novo Legado | Cativando Através do Absurdo

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Crítica Space Jam: Um Novo Legado | Cativando Através do Absurdo
Fonte: Divulgação Warner

Após mais de 25 anos do Jogo do Século, a Warner se dedicou a produzir uma continuação, agora intitulada Space Jam: Um Novo Legado. O filme conta com Pernalonga e sua turma em uma nova partida de basquete para salvar a humanidade com a ajuda de LeBron James, famoso jogador da NBA. Entretanto, o filme gerou muitas dúvidas em torno de si desde o seu anúncio. Seria o longa capaz de manter a qualidade do seu predecessor e criar uma ligação com um público mais jovem, que mal conhece os Looney Tunes? Seria possível esta sequência honrar o primeiro filme enquanto cria algo novo, sua própria identidade? É isto que nós do Kolmeia fomos conferir e trazer para vocês.

UM ENREDO SIMPLES, UM OBJETIVO INTERESSANTE

O enredo deste novo filme é simples, com foco em LeBron e seu filho, cuja relação é um tanto complicada. Quando LeBron rejeita uma proposta criada pelo algoritmo do estúdio (Al-G-Ritmo), ele e seu filho são sugados pelo servidor. Dentro do servidor, ele é desafiado a jogar basquete no modelo de videogame desenvolvido pelo filho e precisa reunir um time para a disputa. E o melhor disso tudo é que o servidor não apenas comporta o algoritmo, como todo o universo Warner. Portanto, nada melhor que os Looney Tunes para ajudar, afinal eles já tinham experiência no assunto.

A turma dos Looney Tunes mais uma vez reunida neste longa para um novo jogo de basquete
Fonte: Divulgação Warner

À primeira vista, a história parece repetitiva e pouco intrigante. E de fato, o longa não entrega nenhum conteúdo extremamente elaborado e se aproxima bastante do seu antecessor. Entretanto, esta foi uma escolha bem consciente dos roteiristas. Tal simplicidade da trama ocorre pois a história é apenas um plano de fundo para trazer o seu verdadeiro foco: introduzir toda uma nova geração de crianças e adolescentes no extenso universo da Warner, com um enfoque maior nos próprios Looney Tunes. Com isso, Space Jam se preocupa menos em alguma reviravolta e consegue focar melhor em desenvolver seus personagens e os aspectos de cada. Tudo isso dentro de diferentes perspectivas de outros domínios e histórias da gigante Warner Bros. Pictures.

Surpreendentemente, o que vemos é uma verdadeira festa de referências, fan service, easter-eggs e todo tipo de coisa dos mais variados universos da Warner. E tudo isso girando em torno da busca dos Looney Tunes que se espalharam por todo o Warnerverso. Nisto passamos por universos como Harry Potter, Game of Thrones, DC e muito mais, com direito até ao clássico Casablanca marcando presença! Toda essa diversidade enche os olhos dos espectadores e permite ao longa uma infinidade de possibilidades.

A LOUCURA COMO FUNDAMENTO DA DIVERSÃO

O absurdo é a peça chave para tornar toda a diversidade do universo Warner unida uma possibilidade
Fonte: Divulgação Warner

Uma vez que o fundamento para tais acontecimentos está assentado, vemos o filme abraçar de vez o absurdo. Desde a introdução de Al-G-Ritmo, toda a história parece pouco lógica. Os acontecimentos possuem pouco sentido e exigem que deixemos um pouco de lado nosso senso de realidade. Contudo, quando aceitamos o inacreditável, conseguimos aproveitar o que este filme quer nos proporcionar. Ainda no início, o longa parece consciente de si e deixa pistas do seu propósito, citando o próprio estúdio como cenário da história. A partir daí, isso não para mais.

O longa faz várias ligações a acontecimentos reais, personalidades e até mesmo ao primeiro filme com momentos cômicos e divertidos. Com tamanha confusão em mãos associada ao carisma de LeBron e dos personagens, Space Jam veste a camisa do absurdo. A obra desenvolve todo o seu valor neste aspecto inacreditável e gera cenas incríveis e hilárias a partir disso. Conforme esse “caos ordenado” progride com a busca de LeBron em montar seu time, o enredo fica ainda mais divertido. Nisto, o longa estabelece o necessário para unir os personagens da Warner neste novo Jogo do Século (agora XXI). 

Com enorme carisma, LeBron pede ajuda aos Looney Tunes para derrotar Al-G-Ritmo e levar seu filho pra casa
Fonte: Divulgação Warner

Em conformidade com o proposto, o jogo também é cheio de situações ilógicas e com pouco apego a realidade. Como em um bom desenho, nada do que está em cena faz muito sentido mas diverte bastante. Tudo isso é feito propositalmente e com qualidade a ponto do próprio filme se dedicar a falar sobre. Em um diálogo, LeBron questiona o motivo de Pernalonga agir de forma louca. Por sua vez, Pernalonga se justifica dizendo que sua forma de agir é divertida e o que importa é curtir o momento. Um ensinamento que reflete no desenvolvimento do personagem de LeBron e sua relação com seu filho.

A DIVERSÃO É O CERNE DE SPACE JAM: UM NOVO LEGADO

Com tanta loucura acontecendo, o que vimos é uma obra que se propõe a repaginar sua tradição. O filme é capaz de abraçar uma nova geração atrelada à tecnologia sem se fazer esquecer os seus clássicos. A partir disso, temos um filme acessível e atraente para variados públicos que poderão encantar outras pessoas. Assim como o primeiro Space Jam divertiu a tantos aqui no Brasil, esse deve divertir muita gente nesta década. Um filme empolgante que consegue um bom destaque por gerar sua própria identidade, não ficando necessariamente às custas do seu antecessor. Como resultado, o que temos é um filme divertido e interessante para curtir uma experiência cheia de incríveis loucuras. O filme estreia hoje (15/07) nos cinemas. Fiquem de olho em mais conteúdos do Kolmeia e não deixem de ir conferir Space Jam: Um Novo Legado!

O novo título da Warner Bros. Pictures, Space Jam: Um Novo Legado, já pode ser conferido hoje, nos cinemas!
Fonte: Divulgação Warner

Leia também: Crítica – Viúva Negra: um bom filme, um péssimo timing

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