Quando Scott Lang revela que passou apenas 5 horas em um desconhecido Reino Quântico, enquanto os Vingadores restantes estavam sofrendo com o blip há 5 anos, isso liga um alerta nos nossos heróis. E por meio da viagem no tempo, temos o gatilho inicial do se desenvolveria ao longo do filme. Esse era o passo definitivo da Marvel rumo ao Multiverso.
Leia também: Artigo | Uma breve viagem sobre o Multiverso da Marvel – Parte 1
Amparada em diversas histórias dos seus quadrinhos, Kevin Feige deu novamente aos Irmãos Russo a missão de terminar uma das melhores fases de uma das maiores sagas do cinema: A Saga Ultimato. O filme. “Vingadores: Ultimato” estreou em 2019, nos entregou o que queríamos, devolveu os nosso heróis e preparou um terreno incrível, mesmo com a ausência de um caras mãos carismáticos de toda a franquia: Robert Downey Jr.

Apesar de apresentado de maneira muito tímida em “Doutor Estranho”, em 2016, só três anos depois, a Marvel decidiu mergulhar o seu universo cinematográfico em uma saga tão complexa.
Em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, Bryan Singer adaptou uma das melhores histórias da equipe de Charles Xavier, onde Wolverine, interpretado de forma marcante por Hugh Jackman, viaja até o passado para encontra os jovens Charles e Eric (Magneto), interpretados por James McAvoy e Michael Fassbender, respectivamente. A missão? Impedir que os
mutantes fossem aniquilados pelos Sentinelas, no futuro. Outra amostra de como o Multiverso já vinha sendo conversado pelo cinema… Mas sem se apresentar de fato.
Mas por que falar dos X-Men agora ? Calma, vocês vão entender como o Xavier “desse universo” ganha um fã service muito legal em um futuro bem próximo…
Fase 4 | As séries entregam mais o Multiverso que o cinema
O Multiverso avançou pela fase 4 através de uma série que era uma incógnita até então. Mas envolvia uma das personagens mais importantes das HQs, e pelo o que já tínhamos percebido, do UCM também: Wanda Maximoff. Destruída por ter perdido toda a sua família, e ainda ter de ver seu amado ser sacrificado em prol dos interesses de Thanos, a telepata surtou. Literalmente!

WandaVision estreou em Março de 2021, com episódios temáticos, nostálgicos e com trilhas divertidas. Mas por trás disso tudo, existia a grande história. E também uma grande vilã, Agatha Harkness, interpretada brilhantemente por Kathryn Hahn. A busca de Wanda pela obscuridade apresenta um novo mundo à agora Feiticeira Escarlate, e isso intefere em um outro título que vemos no cinema – inclusive que não viu WandaVision, ficou completamente sem entender o quão pistola ela estava em “Doutor Estranho: No Multiverso da Loucura”, sequência do filme Strange, em 2022.
Mas antes de pular para o mago supremo, que nem é mais ele, graças ao blip, temos talvez umas das melhores produções da Marvel, quando se trata de Multiverso, lançada em Junho de 2021. E mais uma vez, não é no cinema. “Loki” colocou o personagem de Tom Hiddleston de cara com todo o Multiverso, através da AVT – a agência de variância temporal – escancarando como os Vingadores tinham mexido com as linhas temporais na sua simples… viagem no tempo.

A série protagonizada por Tom, e com Owen Wilson e Sophia Di Martino, nos apresentou até agora, de forma mais clara como funciona o universo. Ou melhor… OS UNIVERSOS que o UCM decidiu transportar dos quadrinhos para as telas. Na produção, conhecemos a primeira versão de Kang que a Marvel nos apresenta, e ele é didático mais uma vez, deixando bem claro para os Lokis (sim, tem mais de um, e nem todos são interpretados por Hiddleston… pasmem) e para nós, que existem muitos mundos alternativos à Terra que conhecemos até então. Essa, é só mais um número.

E o Cinema ?
As grandes telas nesse período viram pouca coisa de interessante. Inclusive nada de importante sobre o Multiverso até um dos melhores filmes já feitos pela Marvel. “Homem- Aranha 3 – Sem Volta pra Casa” estreou no dia 17 de Dezembro de 2021. Entregou todos os fan services possíveis, e trouxe Toby Maguire e Andrew Garfield, os aranhas anteriores a Tom Holland, todos no mesmo universo. Além disso, Williem Dafoe e seu Norman Osborn, Jamie Foxx e seu Electro, e Alfred Molina reprisa seu papel como Dr. Octopus. Nenhum deles dos filmes de Tom, todos das adaptações anteriores do cabeça de teia.
O crossover realizado pela Marvel deixa bem claro, que a gigante do entretenimento estava disposta a entregar tudo o que os fãs queriam. Interações, histórias entrelaçadas e até uma versão dos quadrinhos em que a Tia May morre. Lembra que falei disso no texto anterior ? Não é exatamente como acontece, já que na HQ, isso acontece, enquanto Tio Ben permanece vivo, mas não deixa de ser uma lembrança e contribui demais para o desenvolvimento do Peter de Tom.

Com o Hype nas alturas, continuamos com um crossover. Só que dessa vez, bem diferente do que estamos acostumados. No Disney Plus, a Marvel tinha estreado “What If…?”, assim como a HQ homônima, que aqui no Brasil estreou em 1977, e não com a sua tradução literal de “E Se…” e sim… “O que aconteceria se…” – o que particularmente acho uma tradução muito mais lógica. Na série lançada, em 2021, a Marvel, através de animações sugeria histórias… adivinhem ? Multiversais.

Entre elas, uma Capitã Carter, e não um Capitão América. Um T’Challa que é o Senhor das Estrelas e não o já conhecido Peter Quill – se enrolado com Nakia ou com Gamora, não nos deixaram entender. E talvez o mais importante episódio para o que eu quero abordar: Zumbis. Sim! Hank Pym e Janet Van Dyne retornam infectados com um vírus do Reino Quântico e infectam todos na terra… inclusive o Doutor Estranho. Bizarro não?
Sabemos. Mas o melhor é que o filme de Doutor Estranho, e sua treta “mágica” – no pior sentido da palavra, talvez “bruxa” fosse melhor – com Wanda, agora Feiticeira Escarlate, apresenta um Doutor Estranho de outro universo. E uma heroína que consegue cruzar múltiplos universos, sendo esse o seu poder: América Chavez. Essa é a prova que a Marvel dominava a temática não só nos quadrinhos, como também, nos cinemas. Com direito a Patrick Stewart vivendo uma versão completamente nova de seu Charles Xavier: o próprio, só que com cadeira amarela e flutuante da série dos anos 90! É a Marvel dizendo, a la Cristiano Ronaldo… Eu estou aqui!

O que acontece em “Quantumania” preocupa bastante
Caminhos abertos para as séries, renovadas e em sua grande maioria bem avaliadas. Cinema seguro, quanto ao Multiverso, certo ? Bom, chegamos em 2023. “Homem-Formiga e a Vespa – Quantumania” promete apresentar uma Fase 5 recheada de repostas na terceira aventura de Scott Lang e Hope van Dyne sobre o que precisamos saber quanto o principal vilão da vez: Kang, O Conquistador.

Kang é um personagem completamente complexo. Tem múltiplas versões, uma sempre mais gananciosa e cruel que a outra. Sua primeira aparição foi na revista do Quarteto Fantástico, em 1963, e trazer esse vilão para o UCM, era certeza de produções bem elaboradas e instigantes como vimos com sua primeira versão adaptada, em “Loki”. Porém, a versão de “Quantumania” foi mal aproveitada, o filme se perdeu do segundo para o terceiro ato, e ficamos com muitas perguntas.
Será que a Marvel perdeu a mão? Ou o Multiverso vai ser sempre melhor desenvolvido na Séries, como feito de maneira bem eficiente em “Loki” ? Nos resta esperar a segunda temporada da série de Tom Hiddleston, e torcer para falar ao final de sua temporada: “Ah, agora entendi.”
Porque até agora, com tudo que temos, a impressão é que não entendemos absolutamente nada.
