Depois de falar da nossa caçulinha, a Acadêmicos de Niterói (confira o link no fim dessa matéria) voltamos às matérias sobre o carnaval desse ano das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, para falar de uma das mais vitoriosas e especiais agremiações que passa pela Marquês de Sapucaí. A Mocidade Independente de Padre Miguel deixou o futuro cantado no ano passado um pouco de lado, para contar a história de ninguém menos que Rita Lee, no Carnaval 2026.

Depois de Elza, Rita
Com o enredo “Rita Lee: A Padroeira da Liberdade”, a verde e branco da Zona Oeste, que vem de sua última melhor colocação no Grupo Especial também com uma homenagem a outra importante cantora brasileira (em 2020, antes da pandemia, a escola homenageou uma ilustre torcedora, Elza Soares), resolveu contar e cantar novamente a história de uma ilustre personalidade da música brasileira. E dessa vez, com irreverência e muito rock’n ‘roll!

Nascida na terra da garoa, em 1947, foi em São Paulo também que Rita Lee Jones, seu nome de batismo, terminou sua histórica passagem pelos “latifúndios e invasões” da vida. Cantora, compositora, ativista, a “Rainha do Rock Brasileiro”, passou por bandas como Os Mutantes e Tutti Frutti, além das inúmeras parcerias com seu eterno amor, Roberto de Carvalho, Rita deixou uma extensa trilha sonora, não só na vida das pessoas, do seu público, mas também na história da Música Brasileira.
E a Mocidade não foge muito desse flagra, ao invés de Deborah Kerr e Gregory Peck, a escola começa o Carnaval de 2026, apostando em outras estrelas do carnaval carioca: O condecorado carnavalesco Renato Lage, já campeão pela agremiação, e o competente Mestre de Bateria, Dudu, que permanece à frente da “Não Existe Mais Quente”.

Brincando com versos da cantora, a Mocidade tem um samba que é a sua cara
No último campeonato da escola (em 2017, onde dividiu o título com a Portela), e também no ano seguinte, a escola de Padre Miguel, bairro da Zona Oeste do Rio, brincou com versos em seus sambas, como “põe Aladdin no agogô, tantan nas mãos de Simbad”, em 2017, e “Padre Miguel chamou Shiva pro carnaval”, em 2018, o samba-enredo desse ano, composto por Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax, promete fisgar a atenção das arquibancadas. Confira o vídeo oficial abaixo.
Confira trecho da sinopse do enredo de 2026 da Mocidade
“Rita Lee é imensidão. Veio ao mundo para arrombar a festa e escandalizar um Brasil que já perdia seus matizes para um opressivo cinza chumbo. Até então, Luluzinhas roqueiras não entravam no clube dos Bolinhas. Sua chegada naquele terreno minado foi um sopro libertário. E ela logo tratou de espalhar no ar a mistura da sonoridade do rock britânico da contracultura, uma pitada generosa de sua malícia inocente e a atitude transgressora típica desse tal de “roque enrow”. Um deboche lisérgico que refrescou e mudou a cena musical no país.
Seguiu nos apresentando canções iluminadas de sol. Tropicália Maravilha na veia. A mistura de ritmos brasileiros com a psicodelia Mutante era muito mais do quesó pão e circo (ou Panis et Circenses). Era inovação sonora, estética e comportamental. Um agito cultural para uma sociedade brasileira ocupada em nascer e morrer. Com seus parceiros de palco, a garota hippie-tropicalista construiu uma imagem de liberdade e uma obra ansiosa por quebraras regras daqueles tempos sombrios.
Um belo dia, resolveu mudar. E foi sem pensar em voltar, rumo ao seu voo solo. Já era irresistível como um fruto proibido quando seguiu livre, sedenta pelas surpresas do destino. Encontrou outros planos, outros rumos, outras histórias, outras canções… e um amor eterno. Cara-metade, “muso”, parceiro na vida. No chão, no mar, na lua. Nas melodias. (…)”
Leia a Sinopse completa AQUI.
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Igor Vianna assume o microfone da Escola
Campeão pela Mocidade em 1979 e em 1985, no famoso “Ziriguidum 2001”, Ney Vianna foi um dos mais longevos e marcantes intérpretes da agremiação, e quis o destino que 37 anos depois, Igor Vianna, seu filho, e com passagens por Cubango e União da Ilha, se tornasse o intérprete oficial da escola. Com a saída de Zé Paulo Sierra, Vianna assumiu o microfone da escola, relembrando o então retorno de seu pai a escola em um dos mais emblemáticos carnavais da mesma, o bicampeonato em 1985, carnaval assinado por Fernando Pinto.

A Escola abre a Segunda-feira de Carnaval, em 2026.
Com as mesmas três noites de desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial, em 2026, a Mocidade, por conta da sua colocação em 2025, abre a segunda noite de desfiles, na segunda-feira de carnaval. A escola é seguida de perto pela atual campeã do Carnaval Carioca, a Beija-Flor de Nilópolis, Viradouro e Unidos da Tijuca, fechando a noite do dia 16 de Fevereiro.
Mais uma vez, o Carnaval do Grupo Especial do Rio de Janeiro, será disputado em 3 noites, mantendo o mesmo número de escolas. As 12 agremiações, desfilam no domingo (15 de Fevereiro), na segunda-feira (16) e finalizando as apresentações no sambódromo, na terça-feira de carnaval (17).
Confira as outras reportagens feitas pelo nosso portal sobre agremiações do carnaval do Rio, em 2026.
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MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL
Ficha Técnica:
Fundação: 10/11/1955
Cores: Verde e Branco
Presidente: Flávio da Silva Santos
Quadra: Av. Brasil, 31.146 – Realengo – Rio de Janeiro, RJ – CEP 21725-001
Telefone Quadra: (21) 3332-5823
Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 10) – Rua Rivadávia Correa, nº 60 – Gamboa – CEP: 20.220-290
Telefone Barracão: (21) 2516-3215 e (21) 2203 120
E-mail: [email protected]
Imprensa: [email protected]
Em 2026:
Enredo: “Rita Lee, a padroeira da liberdade”
Carnavalesco: Renato Lage
Diretores de Carnaval: Marcelo Plácido e Wallace Capoeira
Intérprete: Igor Vianna
Mestre de Bateria: Dudu
Rainha de Bateria: Fabíola Andrade
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Diogo Jesus e Bruna Santos
Comissão de Frente: Marcelo Misailidis








