A série da Netflix sempre cria um hype a mais no início da temporada
A Fórmula 1 voltou com o GP da Emilia-Romagna. Desse modo temos a oportunidade de falar da série que traz novos adeptos à categoria: Drive to Survive. A série chega à sua terceira temporada com a responsabilidade de contar a história de uma das temporadas mais icônicas dos últimos anos. Algo inesperado e inédito aconteceu seus setenta anos. Houve a necessidade da categoria sobreviver enfrentando uma pandemia global.

Não dá para negar que há uma baita expectativa na série. Nos anos pregressos surgiu com uma bela surpresa para apresentar meros coadjuvantes em pista. O mais icônico talvez seja o chefe da Haas, Gunther Steiner. Entretanto, é justamente o fato de criar essa conexão com o fã, que a cada ano que passa a Netflix cria para si mais responsabilidade com seus espectadores. Ao passo que adeptos que novos são somados aos fãs que a categoria criou ao longo das décadas.
Setenta anos de história são difíceis de se contar em três temporadas, mas algumas coisas não podem faltar em Drive to Survive
Williams, a última equipe independente vendida sem uma mera citação. Mesmo com a família alegando que houve inúmeros depoimentos de Claire Williams, única mulher chefe até a sua venda. Chega a ser estranho a Netflix uma empresa sempre atenta a causas sociais perder uma personagem feminina tão incrível. Uma tremenda falta de cuidado com um esporte que tem uma história que não se resume em três temporadas. Para quem ficou curioso, procure o documentário Williams.
Agora quanto aos momentos “isso vai ficar muito bom no Drive to Survive”. Fica o destaque para a vitória icônica de Pierre Gasly e o acidente de Romain Grosjean. A briga de bastidores entre os chefes de Mercedes (Toto Wolff) e Red Bull (Christian Horner), personalidades tão diferentes. Fatos que fazem com que a série continue sendo indispensável.
Uma grande temporada e um grande campeão, o campeonato que fez Lewis Hamilton o maior de todos os tempos
Sir Lewis Hamilton (Mercedes), não tem como falar de qualquer material relacionado à Formula 1 sem falar do gênio. Fato é que a série não conseguiu coletar mais material do campeão e isso teve como consequência pouco tempo de tela. Por conta da dificuldade em acessá-lo, creio que seja completamente compreensível. Dentre os acertos da série, mostrar que o campeão transcende as pistas e por que é o atleta mais influente do mundo é sem dúvida um dos melhores. Fato este colabora com a incrível capacidade que o piloto inglês tem para lidar com os holofotes.

Eu gostei da temporada e não vejo a hora de assistir às corridas. Sempre imagino o que vai aparecer na Netflix ou não. Para quem é fã de series ou não perde um seriado documental, pode colocar Drive to Survive na sua lista.