Muitos e muitos leques fecharam a noite do segundo dia do festival
Depois da repercussão negativa envolvendo a filha de Jorginho do Flamengo, o público aguardava Chappell Roan de forma preocupada. A fofoca varreu o Autódromo de Interlagos no meio de ponderações sobre os limites entre fãs e artistas e memes envolvendo o ocorrido. Havia uma atmosfera de expectativa de como a cantora contornaria o ocorrido.
A resposta veio em forma de entrega. Trajada como uma Valquíria dos contos nórdicos, carisma singular e presença e controle de palco impressionantes, a artista conseguiu não apenas contornar o clima, mas transformar seu show em um dos mais comentados e ovacionados desta edição do Lollapalooza. O público respondeu à altura, mostrando que, ao vivo, a conexão ainda fala mais alto do que qualquer ruído externo – além de claro passarem a sensação de que mandaram a polêmica para bem longe batendo leques fervorosamente.
No fim, Chappell Roan entregou potência e controle vocal. Uma verdadeira rockstar em cima do palco, resplandecendo perante centenas de pessoas. Podemos sim dizer que a cantora possui personalidade difícil, mas jamais que ela não seja uma verdadeira artista comprometida com sua arte e entrega.
RIIZE conquista o público e reforça força do K-pop
Enquanto isso, do outro lado do autódromo (para minha mais profunda tristeza de quem adoraria ter assistido ambos os shows que ocorreram no mesmo horário), o grupo RIIZE lembrou porque as grandes produtoras devem continuar apostando no K-pop no Brasil: uma base de fãs engajada e barulhenta — no melhor sentido! Cantando as músicas a plenos pulmões. O grupo mostrou sincronia, energia e um repertório que funciona muito bem ao vivo, além de transparecerem seu carinho pelo Brasil.
Foto em Grupo entrega leveza e conexão com a plateia
Com uma proposta mais intimista, a Foto em Grupo trouxe um respiro bem-vindo na programação. O show apostou na proximidade com o público e em uma entrega honesta, que cresceu justamente pela simplicidade de sua formação.

Foi daqueles momentos que não precisam de grandes efeitos para funcionar, mas funcionam. Escrevemos um texto mais completo sobre essa performance que você encontra aqui.
Marina aposta na simplicidade, mas cria um dos shows mais imersivos do dia
Marina trouxe um show carregado de atmosfera, com uma presença de palco que transita entre o emocional e o performático, ainda que não tivesse muita pirotecnia, se é que me entendem. Sua apresentação teve um tom mais denso e envolvente, criando um contraste interessante dentro do line-up.

Saída mais tranquila marca evolução na experiência do festival
Diferente do primeiro dia, a volta para casa após o segundo dia foi significativamente mais tranquila. O fluxo de saída pareceu mais organizado, com menos tempo de espera e deslocamento mais fluido. Um verdadeiro alívio para quem já vinha de uma experiência mais cansativa anteriormente.
Pequenos ajustes que fazem grande diferença na percepção geral do festival.
Expectativas para o terceiro e último dia do Lollapalooza 2026
Com dois dias entregando bons momentos (e aprendizados claros) a expectativa para o encerramento do Lollapalooza Brasil cresce.
Se o festival conseguir manter o nível dos shows e aprimorar ainda mais a operação, o terceiro dia tem tudo para consolidar a edição como uma das mais marcantes dos últimos anos.






