O festival Back2Black começou na quinta, 25 de Maio, com um dia de conferências e palestras de movimentos afro-brasileiros, e teve até um show no fim do dia, do ótimo Mateus Aleluia. Mas os dias de shows do evento começaram mesmo foi ontem, dia 26, com a abertura dos palcos Aiye e Orum, o palco principal do festival.
No Palco Aiye, ainda por voltas das 20h, os DJs Will Ow e Hey Jimmy iniciaram o esquenta do evento com uma flashback que passou por trilhas internacionais e bom funk das antigas. O som, animou a galera e aproximou todos do palco, que prioriza o jogo de luzes ao invés da ideia de sua concepção, como o palco que fica do outro lado do armazém, o Palco Orum. Embalados pelo som dos DJs, muitas pessoas se animaram e pra conhecer outros atrativos do evento, como a Feira Preta, que engloba moda e gastronomia. Com muita música pop, Will e Hey finalizaram a sua apresentação, dando espaço para Chico Brown e seu convidado mais do que especial, o nigeriano Mádé Kuti, e seu marcante saxofone.

Chico Brown entrega espetáculo que passeia no Soul e homenageia Michael Jackson
Dotado de genética e talento que fala por si só, Chico Brown subiu no palco com muito respeito, e agradeceu a todos que o estavam assistindo, e iniciou seu show saudando a Bahia, cidade onde cresceu. Abriu com “Déjà Vu”, em uma interpretação delicada e sentimental da música gravada por Marisa Monte, e que é de autoria dos dois. Chico seguiu cativando a plateia, homenageou Michael Jackson, o Rei do Pop, falecido em 2009 e teve aprovação quase que em uníssono da plateia. Recebeu o ótimo cantor nigeriano Mádé Kuti, e seu saxofone imperdível, e como supresa para público, convidado e para o próprio Chico, Carlinhos Brown subiu no palco, e os três encerraram o show de forma magnífica.

Para Chico Brown, que cedeu entrevista ao Kolmeia, é importante que o festivais como o Back2Black estejam no Rio do Janeiro, e que a cidade é importante polo simbólico da música brasileira em si.
“O Rio precisa centralizar a música do Brasil inteiro, que isso chegue até a África nessa diáspora africana, e temos bons exemplos disso como Tim Maia, que é nosso Soul Music, e eu fico muito interessado (em eventos como o Bac2Black) por ter nascido aqui, crescido em Salvador, e poder trazer a Bahia pra perto também. Quando a gente para pra ver, as familiaridades que tem com o repertório de Angola, da África do Norte, como o Mádé falando a mesma língua, quase que sem perceber. É como se a gente se conhecesse de outras vidas, a impressão de que dá, é de que é tudo um lugar só! Quem sabe um dia levar o Back2Black para a Bahia, já pensou?” – finalizou o cantor.
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Emicida faz o principal show da noite
Pra fechar a noite, foi a vez do rapper Emicida subir no palco, e cantou “A Amizade” e “Quem Tem Um Amigo (Tem tudo)”, se emocionou, envolvendo ainda mais a plateia, que cantava em grande coro nos momentos em que a voz do artista embargava. Emicida chamou ao palco, o músico de Cabo Verde Dino D’Santiago, e os dois cantaram algumas músicas juntos, inclusive a recente parceria dos dois: “Maria”. A música foi produzida pela dupla Nosa Apollo & Seiji, garantindo um som autêntico e envolvente.

O Festival Back2Black continua hoje, 27, e tem a presença de Iza, no principal show da noite, novamente no grandioso Palco Orum. Confira mais um pouco da programação de hoje, abaixo.
