Depois de provar ser diferente, como dizia Sabiá, a Acadêmicos do Salgueiro, quer provar para a cidade, pro Brasil e pro Mundo, que não tem medo de nada, assim como a sua homenageada. 7ª colocada no Carnaval 2025, vermelho e branco tijucana, traz em “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”, uma fábula da vida real sobre uma das maiores artistas da sua profissão, para o Carnaval 2026: Rosa Magalhães.

Rosa ainda é a maior campeã da era Sambódromo
Muito antes da era sambódromo e desfilar seu talento na Marquês de Sapucaí, Rosa Magalhães já era quem é no carnaval. Estudiosa, perfeccionista, firme e talentosa, é de Rosa um dos maiores sucessos do Império Serrano, o “Bum Bum Paticumbum Prugurundum”, de 1982 (ao lado de Lícia Lacerda). E ela já se sagrou campeã. No Sambódromo, colecionou mais 6 títulos, e até hoje, ninguém ganhou mais do que ela. E o Salgueiro, mesmo sem um título dado por Rosa, entende a importância dela para a história dos Desfiles de Escolas de Samba do Rio de Janeiro. E para o Carnaval, em si!

O Salgueiro, bem como Rosa Magalhães, pouco medo tem, e tem ousadia de sobra. Por isso é um das escolas mais campeãs do carnaval, com 9 campeonatos. Inclusive, conquistando seu primeiro título, em uma luta de leões, com Mangueira, Portela e Império Serrano, já gigantes no carnaval, à época. O enredo, era “Quilombo dos Palmares”, de Fernando Pamplona, Arlindo Rodrigues, Marie Louise e Dirceu Nery. Outras conquistas ousadas vieram, o que tornou o Salgueiro, uma escola gigante na avenida, e na história do carnaval, como diversas abordagens relacionadas a cultura afro-brasileira.
Jejum de títulos não traduzem a última década do Salgueiro
Apesar do último título da escola de figuras célebres como Eri Johnson, Regina Celi, o intérprete Quinho, e Djalma Sabiá, fundador e compositor, em 2009, o Salgueiro coleciona boas apresentações e campeonatos “morais”, mas sem nunca mais acertar o alvo. Mas sem medo, já se lançou em temáticas históricas e contemporâneas, religiosas e autorais, sempre contando com a força da sua comunidade.
Mais uma vez sobre o trabalho de Jorge Silveira, responsável pelo último carnaval da escola, o Salgueiro promete encantar e fisgar a Sapucaí, como em 1993, com “Peguei um Ita no Norte”. Ano do emmorável “Explode Coração, na maior felicidade, é lindo o meu Salgueiro, contagiando, sacudindo essa cidade”.

Samba campeão é uma junção com 20 compositores
Pra definir a poesia que desfile do samba salgueirense na Sapucaí, em 2026, a escola optou por uma junção de dois sambas. O Samba 11, que tinha como compositores Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Fabrício Sena, Deiny Leite, Felipe Sena, Ricardo Castanheira, JP Figueira e Deco. E o Samba 8, assinado por Marcelo Motta, Dudu Nobre, Julio Alves, Manolo, Daniel Paixão, Jonathan Tenorio, Kadu Gomes, Zé Moraes, Jorge Arthur e Fadico. Marcelo Adnet que fazia parte da disputa com um terceiro samba, acabou vencendo em outra vermelho e branco, a Unidos de Viradouro, de Niterói. Confira o vídeo com samba-enredo do Salgueiro, na íntegra.
Confira trecho da sinopse do enredo de 2026 do Salgueiro
“Muitos devem achar que um desfile nasce de uma ideia da cabeça de um artista. No entanto, em alguns casos, um desfile pode também surgir da conversa entre a mente e um livro. Palavras e mais palavras que, juntas, vão construindo sentido e nos levando para lugares distantes, nos apresentando a personagens históricos ou inventados. Logo, na magia da Avenida, tudo isso ganha vida. O que antes era apenas abstração de letras agora ganha forma no traço que risca o papel, outrora vazio. Da ideia original, da palavra lida, um mundo de texturas e cores preenche a folha em branco para que, depois, tudo seja materializado em tecido, estrutura e adereço. Desse processo, nascem milhares dos desfiles que cruzaram a passarela da ilusão.
Em nossa delirante jornada carnavalesca, partimos de uma grande biblioteca adornada de volutas, anjinhos e candelabros. Esses volumes de capa dura formam o fabuloso portal para a mente de uma artista genial: Rosa Lúcia Benedetti Magalhães. A professora que traçou histórias escritas com arte e por tantos mundos navegou. Seguimos os caminhos orientados por nossa “Rosa dos Ventos” em um reencontro emocionado por seu universo de páginas. Ela, entusiasta exploradora e narradora do deslocamento, fez de seus cortejos verdadeiras cartografias carnavalescas, dominando um oceano de memórias afetivas na pista da Sapucaí.
Somos poetas da canção e embarcamos rumo a um reino encantado no qual criaturas fantásticas ganham vida. Dos fascículos desta coletânea, emergem galantes heróis de capítulos e letras em pomposas carruagens. Dos povos que aportaram na Avenida, Rosa foi amiga de muitos. Se esbaldou com os bobos da corte, dançou ao som de alaúdes em meio ao luxo e a bonança, com louças e pratarias “cheias dos rococós”. A comida era farta e bem confeitada, o açúcar estava na mesa da nobreza. Toda a fidalguia se fez presente em uma festança das boas, que celebrava o encontro inusitado da corte da Rainha de Ramos, do Reizinho de Madureira e da Princesa da Vila.” (…)
Confira a sinopse completa AQUI.
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Rosa foi auxiliar de Fernando Pamplona no Salgueiro
A relação de Rosa Magalhães com o Salgueiro, vai além dos dois anos em que esteve como carnavalesca titular da escola. Rosa, foi auxiliar de Fernando Pamplona, carnavalesco histórico da escola, que em seu primeiro desfile da vida, escolheu falar sobre Zumbi dos Palmares, personagem ainda excluído dos livros de história brasileiros, conquistando assim o 1º dos 4 títulos que conquistou pela vermelho e branco.

Escola fecha o carnaval do Rio
A Acadêmicos do Salgueiro fecha os desfiles do Grupo Especial do Carnaval Carioca. A escola presidida por André Vaz, e que tem há 12 anos, Sidclei Santos e Marcella Alves como 1º casal de Mestre-sala e Porta-bandeira da agremiação, desfila na terça-feira de carnaval, 17 de fevereiro, após a passagem de Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel e Acadêmicos do Grande Rio. Igor Sorriso é por mais um ano, o intéprete oficial da escola da Tijuca.
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SALGUEIRO
Ficha Técnica:
Fundação: 05/03/1953
Cores: Vermelho e Branco
Presidente de Honra: Djalma Sabiá
Presidente: André Vaz da Silva
Quadra: Rua Silva Teles, 104 – Andaraí – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20541-110
Telefone Quadra: (21) 2238-9226
Barracão: Cidade do Samba (Barracão nº 08) – Rua Rivadávia Correa, nº 60 – Gamboa – CEP: 20.220-290
Telefone Barracão: (21) 2223-1110
Site: www.salgueiro.com.br
E-mail: [email protected]
Imprensa: Samantha Millan
E-mail imprensa: [email protected]
Telefone Imprensa: +55 (21) 98852-6945
Em 2026:
Enredo: “A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau”
Carnavalesco: Jorge Silveira
Diretor de Carnaval: Wilsinho Alves
Intérprete: Igor Sorriso
Mestres de Bateria: Guilherme e Gustavo
Rainha de Bateria: Viviane Araújo
Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Sidcley Santos e Marcella Alves
Comissão de Frente: Paulo Pinna









