A DC Comics tem tido uma jornada um pouco turbulenta na construção de seu universo cinematográfico. Mesmo com bons filmes, a maioria das produções do DCEU até o momento dividiu o público e a crítica em geral. Inclusive, o mesmo ocorreu com O Esquadrão Suicida, que acabou ganhando uma nova versão conduzida por James Gunn.
O universo construído por Zack Snyder acabou se rompendo após Liga da Justiça. Mesmo que a gente tenha conseguido assistir a versão do diretor, já foi declarado pela Warner que a versão do cinema que é cânone para seu universo.
Os filmes seguintes, mesmo que mencionem alguns acontecimentos e personagens, acabam sendo mais episódicos, e com poucas ligações diretas.
Sendo assim, chegamos a O Esquadrão Suicida, que mesmo que seja uma continuação do filme anterior, funciona muito bem isoladamente.
Enredo de O Esquadrão Suicida
O filme se inicia com Amanda Waller (Viola Davis) recrutando um time de presidiários para realizar uma missão na ilha fictícia de Corto Maltese. Assim, o foco da apresentação é Sábio (Michael Rooker). A introdução do personagem à equipe ajuda também a relembrar o público como funciona a dinâmica do grupo.

A Missão do Esquadrão é chegar a uma instalação de um projeto ultrassecreto que ameaça a segurança do mundo. Em troca, os prisioneiros têm a pena diminuída.
A sequência inicial já de cara nos mostra que o filme não tem apegos, e deixa claro para o espectador que ele deve fazer o mesmo.
Um verdadeiro filme de quadrinhos
Quando confirmaram a direção de James Gunn para o novo filme de O Esquadrão Suicida declararam que ele era o diretor perfeito para adaptar a história do grupo da DC Comics. E isso se comprova nos primeiros minutos do longa. Afinal, o diretor aproveita a liberdade que o deram para usar toda sua criatividade.
Sendo assim, ele não esconde que aquela história que ele está nos entregando é uma adaptação de quadrinhos. Dessa forma, usa os cenários para situar o espectador sobre é o passo tal personagem está tomando.
Além disso, ele dita o tom de maneira espetacular, alternando entre o gore e o cômico. Na verdade, o próprio gore se torna cômico. A violência explícita ajuda muito nisso. Tendo uma classificação para maiores, o filme usa e abusa de sua violência, proporcionando momentos insanos e sanguinários.
A trilha sonora é claramente outro acerto. James Gunn já havia provado saber trabalhar isso em seus filmes, e aqui não é diferente. Afinal, cada música encaixa perfeitamente com as cenas, principalmente as de ação.
Por falar nisso, a ação é completamente inspirada, pois todo personagem tem seu momento de brilhar e mostrar suas habilidades. Porém, um destaque é a cena incrível da Arlequina, onde vemos a violência na visão da personagem. Algo teorizado que aconteceria em Aves de Rapina, mas aqui é entregue de verdade.
E tem como não se apegar?
Uma das maiores preocupações era a quantidade de personagens na trama. Ainda mais que muitos deles eram completamente desconhecidos para o grande público, e até mesmo para os fãs de quadrinhos.
Mas, por incrível que pareça, o filme trabalha cada um deles e você entende quem são os protagonistas razoavelmente cedo. Entretanto, isso não significa que eles chegarão ao final do longa com vida.
Dito isso, o Pacificador (John Cena), o Sanguinário (Idris Elba) e Rick Flagg (Joel Kinnaman) acabam ficando no centro da narrativa. Porém nenhum personagem é deixado de lado, Arlequina (Margot Robbie), mesmo com tempo de tela reduzido, continua brilhando! Com isso, mostra ser o maior acerto da DC Comics desde a criação do seu universo. Você consegue ver que a evolução da personagem continua sendo constante desde que foi apresentada.
Tubarão-Rei (Sylvester Stallone) e Bolinha (David Dastmalchian) entregam momentos hilários e são os personagens que eu mais me via ansioso para ver em tela.
Entretanto, quem roubou a cena pra mim foi a Caça-Ratos 2 (Daniela Melchior), mesmo tendo um poder completamente asqueroso, a personagem é tão cativante e carismática, no fim é que funcionou melhor na dinâmica do grupo.
O maior acerto do filme é deixar os personagens soltos para terem suas decisões, afinal não tem como não se divertir assistindo vilões tendo que agir para salvar o mundo.
O Esquadrão Suicida é o melhor filme do DCEU até aqui?
Acho que seria cedo demais para martelar isso, contudo, O Esquadrão Suicida funciona muito bem, sendo de longe um dos filmes mais bem feitos da DC. O longa não tem vergonha de seus absurdos, usando seus personagens e habilidades para divertir o espectador a cada cena.
Dessa forma, o longa acaba sendo completamente diferente do seu anterior, e acaba funcionando como um reinício para a franquia.
O novo filme da Força Tarefa-X é divertido, provocativo, sanguinário e completamente brilhante. Prova que nas mãos certas os personagens da DC podem entregar algo hilário e emocionante ao mesmo tempo, além de conseguir discutir mensagens importantes.
Se o filme tiver o sucesso que ele merece, eu não duvido que vejamos mais parcerias entre Gunn e a DC nos cinemas.
E mais uma coisa, se vocês tiverem a opção de assistir em IMAX, vão com tudo, o filme foi completamente filmado no formato e a imersão está incrível.
E você? Gostou de O Esquadrão Suicida de James Gunn? Conta aí nos comentários!
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