O Mal Nosso de Cada Dia é um livro sobre injustiças, famílias, pastores profanos e pessoas que fazem de um tudo (mesmo!) para sobreviver. A saber, em uma narrativa que envolve vários personagens, podemos observar que todos têm tentações e um lado sombrio que muitas vezes se tornam incontroláveis. A seguir, confira o texto de estreia da nossa nova redatora Thamy Delfino sobre o livro lançado pela DarkSide que originou o Diabo de Cada Dia, da Netflix.
Aqui você terá uma visão geral da história – sem spoilers! Além disso, saberá curiosidades e alguns detalhes sobre uma das produções mais recentes da Netflix.

O Mal Nosso de Cada Dia: história para os fortes!
Por meio de uma trama dividida em sete partes, acompanhamos três histórias principais: em primeiro lugar, a de Arvin. Temos também a história de Roy e seu primo Theodore. Por último, a do casal Sandy e Carl, ambientadas em Knockemstiff, Ohio, e na Virgínia Ocidental.
Em um cenário pós 2ª Guerra Mundial, Arvin vive com seus pais, Willard e Charlotte. Willard é um veterano conturbado pela Guerra, que luta para sustentar sua família de forma honesta. Quando Charlotte adoece, Willard se torna um fanático religioso, passando a acreditar que somente com uma fé muito fervorosa poderá salvá-la, negligenciando a criação do filho para que possa se dedicar a este propósito.
Roy é um pastor daqueles bem sensacionalistas, sempre acompanhado por seu primo Theodore nas pregações. Os dois seguem juntos por vários locais, vivendo desse “teatro”, que envolve até ingestão de insetos.
Já o casal Sandy e Carl tem fetiches bem peculiares, e o que eles fazem para sobreviver (e por prazer também) com certeza vocês nunca viram igual. O irmão de Sandy, Lee Bodecker, é um xerife incompetente e corrupto, que não percebe o estilo de vida de sua irmã e por isso o casal consegue levar isso adiante por muito tempo.
O pastor substituto
Outro personagem que merece destaque em O Mal Nosso de Cada Dia é o Pastor Teagardin, que chega para substituir seu tio na Congregação e usa a fé das pessoas humildes que frequentam a igreja para que elas lhe sirvam. Além disso, como todos os outros personagens, ele também tem seus segredos obscuros.
Em seu romance de estreia, Donald Ray Pollock, com uma linguagem informal, porém sombria e perturbadora, veio para chocar. O livro, recém lançado no Brasil pela Editora DarkSide Books, possui uma quantidade razoável de páginas (304), mas a leitura flui muito bem e tudo acaba fazendo sentido, não ficando pendências pelo caminho.
Adaptação do livro feita pela Netflix
Em 16 de setembro deste ano a adaptação que se chama “O diabo de cada dia” teve sua estreia na plataforma.
O longa conta com nomes importantes no elenco principal, como Tom Holland (Homem Aranha), Sebastian Stan (Capitão América), Robert Pattinson (O Farol), Bill Skarsgård (It: A Coisa), Mia Wasikowska (Alice no País das Maravilhas) e Eliza Scanlen (Objetos Cortantes), além de ser dirigido e coescrito pelo brasileiro Antônio Campos (The Sinner).
Antônio, em conversa com a Variety, afirmou que ficou admirado com o envolvimento de Pattinson no papel do Pastor Teagardin (um dos mais “pesados” da trama), e que tentou recriar as sensações que sentimos ao ler o livro, que pula de um personagem a outro, buscando levar à tela o espírito do romance de Pollock.
Algumas curiosidades
Chris Evans foi originalmente escalado para o papel do Xerife Bodecker. Entretanto, acabou desistindo para entrar para o elenco de “Em defesa de Jacob”, série baseada em um livro homônimo disponível na Apple TV. Por isso, Chris pessoalmente recomendou Sebastian Stan, que trabalhou com ele em “Capitão América”, para substituí-lo, e assim foi feito.

Quando virem o filme, talvez vocês fiquem com a sensação de conhecerem o ator que interpreta o Pastor Roy de algum lugar. Ele é ninguém menos que Harry Melling, o Duda, primo implicante de Harry Potter

Outra curiosidade interessante é que o filme é todo narrado pelo próprio Pollock, o autor do livro!
Nós aqui do Kolmeia estamos muito curiosos para saber o que vocês acharam desse Thriller psicológico de tirar o fôlego que é O Mal Nosso de Cada Dia. Se você gosta de histórias pesadas, com uma narrativa sem meias palavras e recheada de detalhes, esse livro é pra você!
Veja também nossa análise sobre o filme da Netflix: O Diabo de Cada Dia.