Na próxima quinta-feira, 10, estreia uma das sequências mais esperadas de um longa do UCM. “Pantera Negra – Wakanda Forever” é a continuação da história contada por Ryan Coogler, que retorna à direção, depois de um dos mais bem sucedidos filmes de origem de super-herói.
E tudo que esperávamos foi elevado ao nível máximo de emoção, quando temos o misto do sentimento da perda de Chadwick Boseman, e consequentemente, do intérprete do Rei T’Challa. Ao invés de uma explicação rápida, para que não se perdesse o “feeling” do filme, nós temos uma sequência completamente satisfatória.
Wakanda em Luto
Toda a Wakanda “celebra” a passagem de T’Challa para o mundo espiritual, em detrimento à Rainha Ramonda e Shuri, que lamentam a perda de mais um ente querido. O filme muda de ritmo e vejo no trabalho minucioso e inteligente de Coogler, a chance de conhecermos Namor e seu reino, de maneira muito cuidadosa e profunda.

Leia também: Adão Negro | DC encontra a sua fórmula
Isso é uma coisa que se repete ao longo do filme, o cuidado com que tudo é conduzido. As atuações de Angela Basset e de Letitia Wright amenizam bastante a ausência de Chadwick e se percebe um grande esforço, em uma história que talvez precisasse de mais uma parte para que fosse o grande blockbuster que sempre prometeu ser.
Namor é um personagem muito bem interpretado, e tudo que envolve a sua história tem uma riqueza de detalhes surpreendente. Nada como James Wan fez com seu Aquaman, mas ainda assim é grandioso dentro do que a Marvel sempre soube fazer.

“Pantera Negra – Wakanda Forever” é emotivo e espiritual. Em diversas cenas, temos referências ao tamanho que o Pantera de T’Challa teve dentro do UCM em tão pouco tempo, e em tudo que representa a cultura wakandana, que nada mais é do que a cultura africana como um todo. Ou, em uma de suas partes mais ancestrais.
Mesmo com o desenvolvimento apressado de alguns personagens e motivações um tanto forçadas, se entende que isso acompanhou um fator muito inesperado, “Wakanda Forever” é mais um grito de resistência e agora ainda mais singular. Um filme redondo, surpreendente e que só não é melhor por falta de tempo.
A memória de Chadwick foi respeitada e celebrada e de seu Rei T’Challa, arrisco a dizer que foi multiplicada. Assim como somos levados a entender um filme de herói, que é feito muito além de cenas de ação. Um marco.