Parece uma loucura dizer que o Rock Nacional não morreu. Mas a edição XI do Rock in Rio 2026, veio provar que o Rock nacional tá muito vivo. A Cidade do Rock abriu os trabalhos para mais uma edição do Rock in Rio com um belo dia, galera animada, surpresas e uma energia lá em cima. Esperar 2 anos para um festival do tamanho do Rock in Rio, passou a ser um encontro entre família, amigos, velhos e novos ídolos. Cada um com a sua música, seja rock, pop, trap, rap, funk… A Cidade do Rock fala todas as línguas, e o Rock in Rio 2026 quer provar isso de forma ainda mais definitiva.

Palco Sunset anima a galera durante o dia com Rock Nacional
Com 6 palcos e o Highway Stage se revezando entre músicas de ritmos variados, o Rock in Rio 2026, abriu as portas com um show de Chady, no Palco Supernova, e prestem bem atenção nesse palco, porque ainda vamos falar dele e de uma artista bem particular que se apresentou no mesmo.

Mas foi no Palco Sunset que a coisa começou a tomar forma. E várias vezes nesse mesmo dia.
Di Ferrero fez um show animado, que juntou a maior parte do público que já estava na Cidade do Rock, quebrando tudo, chamando atenção com clássicos desde a sua época de NXZero. Ferrero levantou o público do gramado, e fez galera vibrar, com som do Palco Sunset tirando tantas pessoas da ideia de que estar ali, no gramado do maior festival de Rock do mundo, era apenas uma ilusão. Não, galera. O sonho virou realidade no 1º dia de Rock in Rio.
Com sonoridade baiana e performance teatral, Larissa Luz apresenta Rock in Gil no Palco Supernova
Nós, do Kolmeia tivemos a oportunidade de conversar com a atriz e cantora Larissa Luz, cantora baiana, que traz com o Rock in Gil, no Palco Supernova um espetáculo com diversas linguagens, contando histórias através da sua música, e passando por Gilberto Gil, suas canções e bastante personalidade da cantora.

“Isso tudo faz parte de mim, eu sempre fui criando, traçando a música e o teatro, roteiro narrativa, sempre foi uma diversão juntar isso tudo para contar essa história em cima desse palco. Falar do Rock, do Rock negro, do Rock feito por Gilberto Gil, do Rock afro. É nos introduzir em um lugar que sempre foi nosso por direito.”, conclui a cantora.
Intérprete de Elza Soares, uma das maiores intérpretes da música nacional, no musical que cantou a vida da irreverente cantora, Larissa ainda disse que interpretar a cantora foi um trunfo não só para sua carreira na atuação mas também para sua carreira na música. “Eu era uma antes de Elza, e sou outra depois de Elza Soares. Eu já a conhecia antes, mas ouvir ela contar essas histórias, e o quanto ela queria que as pessoas a conhecessem não só pela dor, mas pela resiliência e pelo seu trabalho em vida.”, falou, Larissa. “A história de Elza não é única. Mas dá um gás pensar que estamos vencendo como ela tanto queria, como artistas e como mulheres pretas.”, finalizou Larissa Luz, prestes a subir no Palco Supernova e apresentar um dos melhores shows do dia.
Leia também: Rock in Rio 2026 | Paixão vira solidariedade com nova edição do leilão Fans For Change
Palco Mundo estreou com duo internacional de público cativo
O novíssimo Palco Mundo, repaginado, maior é completamente imponente, ainda mais do que era, recebeu o duo britânico Nova Twins, formado pela guitarrista e vocal Amy Love e pela backing vocal e baixista Georgia South. As duas fizeram um baita concerto na inauguração do palco, e tiveram público cativo com seu pop e rock, que tem letras dançantes. Enquanto isso, o Espaço favela, recebia Hitmaker, enquanto a banda Leela soltava o som no palco mais intimista do festival, o Global Village. Palco do romantismo, e com a exibição no seu complexo de uma apresentação digna do Rock in Rio e de uas experiências, o Global Village ainda recebeu Paulinho Moska, que cantou sucessos como “O Último Dia”, acompanhado de um público fiel.

Detonautas convida Biquini e confirma os bons shows brasileiros do dia
Confirmando as previsões de bons shows no primeiro dia de Rock in Rio no Palco Sunset, a banda Detonautas subiu no palco para animar a noite do público que aguardava cheio de expectativa. Não só para ver a banda, mas duas. A banda Biquíni, agora sem o Cavadão, foi a convidada da noite e ao lado de Tico Santa Cruz e sua banda, fizeram uma show de poucos duetos já vistos no rock nacional recente.

Hits como “Outro lugar” e “Tédio” fizeram a alegria e esquentaram o fim de tarde, início da noite dos fãs na Cidade do Rock.
The Hives e Capital Inicial mantém o nível
Uma das grandes qualidades do novo Palco Mundo, são seus telões de led gigantescos e com a promessa de serem muito bem utilizados pelas bandas seu subirem no seu palco, e foi o que The Hives fez em um show eletrizante como é a identidade da banda. Com o figurino de praxe, a banda cantou sucessos e preparou o palco Mundo para Rise Against e o headliner do dia, a banda Foo Fighter.

Mas antes disso, tivemos mais um encontro marcado com o Palco Sunset, e foi um banho de rock nacional de perder o fôlego no Rock in Rio 2026.
Dinho Ouro Preto subiu no Palco Sunset visivelmente emocionado com o vindouro encontro, cantou e convidou Dados Villas Boas, que fazia parte da lendária Legião Urbana, para se juntar a Capital Inicial no palco. Com o público cantando em coro cada um dos hits das duas bandas, o momento foi de contemplação, com direito a “Será”, que a Cidade do Rock cantou em uníssono. Experiência incrível, no nível de cada uma das ativações e atividades que movimentam a Cidade do Rock além dos palcos. Talvez, o mais próximo da experiência original… o Rock in Rio como sempre foi nos seus primórdios.
Foo Fighter faz show animado e fecha o 1º dia do Rock in Rio 2026
Presente em duas edições anteriores do Rock in Rio, em 2001 e 2019, a banda Foo Fighter retorna para fechar a 1ª noite do festival em 2026. E o dia 4 de setembro, vai ficar na cabeça de muitas pessoas pelo o que foi feito pelo Foo Fighter. Nada de extraordinário, mas rock in roll nu e cru, com solos, baterista inspirado e vocalista com total domínio de plateia. Carismático, levantava cada parte reunida na frente do Palco Mundo, na Cidade do Rock, na hora e do jeito que bem quisesse.

Em um show de duas horas, a banda apresentou sucessos, números da sua mais recente turnê, e relembrou muitos da sua primeira participação no Rock in Rio, lá em 2001, quando o Foo Fighter fez sua estreia na América do Sul. Em êxtase, boa parte do público deixou a extensa Cidade do Rock, realizados em um dia em que não tivemos chuva, tivemos Rock da melhor qualidade e Rock Nacional mais vivo do que nunca.
O Rock in Rio 2026, só está começando! Mas com toda a certeza, falando com todos os públicos, mas entregando Rock em alta qualidade!









