Imagine um mundo onde os segredos digitais são tão seguros quanto uma porta de papelão em um furacão. Parece cena de filme de ficção científica, mas com os avanços em computação quântica e inteligência artificial (IA), essa realidade pode estar mais próxima do que pensamos.
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Computação quântica: o superpoder dos números

Diferente dos computadores tradicionais, que operam com bits representando 0 ou 1, os computadores quânticos utilizam qubits, que podem ser 0 e 1 simultaneamente.
Essa característica, chamada de superposição, permite que as máquinas realizem cálculos extremamente complexos em velocidades absurdamente rápidas. Por exemplo, enquanto um computador clássico levaria milhões de anos para fatorar números gigantes, um quântico poderia fazê-lo em minutos.
Bitcoin na mira quântica
O Bitcoin, assim como outras criptomoedas, baseia sua segurança em algoritmos criptográficos que, atualmente, são praticamente invioláveis por computadores convencionais.
Contudo, com a ascensão da computação quântica, essa fortaleza digital enfrenta novas ameaças. Estudos indicam que, para comprometer a criptografia do Bitcoin, seria necessário um computador quântico com cerca de 13 milhões de qubits.
Embora essa capacidade ainda não esteja disponível, empresas como a Microsoft estão desenvolvendo chips quânticos avançados, como o Majorana 1, que podem acelerar essa evolução.
Inteligência artificial: aliada ou inimiga?
A IA, por sua vez, tem se mostrado uma ferramenta poderosa em diversas áreas, incluindo a cibersegurança. Todavia, nas mãos erradas, pode ser utilizada para aprimorar técnicas de ataque, tornando mais eficiente a quebra de criptografias.
Por mais que a IA, sozinha, não seja capaz de quebrar o algoritmo SHA-256 utilizado pelo Bitcoin, sua combinação com a computação quântica pode representar uma ameaça grandiosa no futuro.
O que o futuro reserva?
Especialistas estimam que computadores quânticos capazes de ameaçar a segurança atual das criptomoedas ainda estão a uma década de distância.
Entretanto, a comunidade cripto já está se mobilizando para desenvolver algoritmos resistentes à computação quântica, garantindo a integridade e segurança das transações no futuro.
De maneira geral, podemos dizer que a ameaça quântica é real, mas ainda temos tempo para nos preparar e adaptar. O mundo das criptomoedas está ciente dos desafios e trabalha para garantir que, mesmo com computadores superpoderosos e inteligências artificiais avançadas, os ativos digitais permaneçam seguros.