A Cidade do Rock esteve pulsante durante o sexto dia de Rock in Rio. Depois do 5º dia dominado pelo K-Pop, o sábado, dia 12 de Setembro, teve performances seguras e dançantes que não deixaram o público ficar parado um só instante. Celo Dut, J Balvin, Demi Lovato, Munford & Sons, Pedro Sampaio, Maroon 5, João Gomes, tocaram músicas para todos os gostos e experiências únicas para fãs, dos artistas e do festival.

Celo Dut abre caminhos no Palco Supernova
Com palavras como “Caminho” e “Exu”, o Palco Supernova seguiu a sua vocação de ser a vitrine de talentos prontos para serem descobertos pelo grande público.

E toda essa apresentação, veio acompanhada de uma performance digna de Palco Mundo do Rapper Celo Dut, que canta a sua cor, seus sentidos, com ritmo e voz potente na nova cena da música brasileira.
O rapper, de Cidade Baixa, Salvador, na Bahia, lança no próximo dia 17 de Setembro, o álbum “Rei das Ruas”, que promete manter o som original e o resgate de ancestralidade e do sentimento do homem negro. Celo falou sobre as expectativas do show no Rock in Rio, e do novo álbum. Seu pai, o filósofo, escritor, palestrante e ativista do direitos da pessoa com deficiência, Marcelo Zig, exaltou o compromisso com a acessibilidade do festival, já que ele é um PcD. O palco ainda contou com Yago Oproprio, Milo J, e Delacruz, como sua principal atração.
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Espaço Favela tem trio carioca e banda Timbalada embalando o público
Na ponte Rio-Bahia, depois de altos papos com Celo Dut e Marcelo Zig, aterrizamos na canto inebriante do trio carioca Soul de Brasileiro, que revive clássicos, com adaptações líricas e exaltando a cultura afro, que resulta em apresentações de muito impacto. O grupo foi finalista do Favela Festival, em 2011.

Abrindo mais uma vez o Palco Sunset, Criolo, Amaro e Dino chamaram atenção com um encontro de sonoridade bem definida e ainda mais busca pela ancestralidade na música brasileira. É o Palco Sunset sendo o queridinho dessa edição do Rock in Rio.
De volta à Bahia, tivemos a oportunidade de conversar com Denny Dennan e Buja Ferreira, vocalistas do Timbalada, banda baiana com mais de 30 anos de estrada, que se originou no bairro de Candeal Pequeno, que prometeu e cumpriu transformar o Espaço Favela do Rock in Rio, em um grande Ensaio de verão do Carnaval de Salvador. Ninguém ficou parado. Grupo de forte identificação pelas umas pinturas e ritmo acelerado, os vocalistas fizeram questão de sinalizar como a conexão daquela noite, na Cidade do Rock, era importante.
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“Desde 94 que estão viajando em diversos festivais no Brasil e no Mundo, só faltava o Rock in Rio. Tivemso a oportunidade de vir na última edição, mas hoje é muit simbólico por que estamos no Espaço Favela. E o Timbalada é isso, é rock, é favela, é hardcore, é jazz… É uma correlação muito importante, somos de uma favela também, do Candeal Pequeno, então a expectativa pra hoje, são as melhores.” – encerrou Denny.
Pedro Sampaio exalta a presença brasileria no Palco Mundo
Primeira atração do Palco Mundo, nesse sábado, Pedro Sampaio colocou fogo no Rock in Rio. Do Palco Sunset, era possível sentir a vibração da galera, em um show que começou cheio de hits, e foi diminuindo de ritmo, mas foi uma apresentação suficiente para colocá-la, como uma das principais do 6º dia de festival. Pouco antes da apresentação, Sampaio falou com o Kolmeia sobre a presença de artistas brasileiros no principal palco do Rock in Rio.

“Só por ser artista brasileiro, nós já temos vantagens. A nossa energia é única! E eu vou conectar essa nossa brasilidade com a energia do público aqui no Palco Mundo.” – finalizou, Pedro. Sampaio ainda se apresentou novamente no Palco Mundo, ao lado de J Balvin e Melody. Os três entoaram o funk “Jetski”, lançada no ano passado, onde os brasileiros ainda tem a colaboração de MC Meno K.
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Sunset exalta a brasilidade com Olodum e Orquestra Brasileira

Os Gilsons não fugiram às suas raízes na terceira participação em Rock in Rio. Na edição XI do festival, eles dividiram o Palco Sunset com Daniela Mercury, que entoou “O Canto da Cidade”, e o Olodum. Juntos, eles transformaram a Cidade do Rock na própria sudida do Pelourinho. De tirar o fôlego. Para completar, Mercury ainda apareceu com a bandeira da Estação Primeira de Mangueira, exaltando o atual enredo da escola carioca, que fala sobre Oyá, orixá oriunda de religiões de matrizes africanas.

No Global Village, Hamilton de Holanda e Mestrinho levaram mais um pouco de música brasileira para o festival, enquanto João Gomes assumiu o Palco Sunset acompanhado da Orquestra Brasileira, em um concerto que juntou a sintonia de tantos instrumentos, com a potente e popular voz do fenômeno do piseiro. João tem ganhado notoriedade na cena musical brasileira, e fez a felicidade do público que dançou coladinho ao som de seus hits “Meu Pedaço de Pecado”, “Dengo”, entre outras canções. Munford & Sons fecharam os shows do Palco Mundo, com um folk sentimental, que emocionou uma platéia fiel aos britânicos.
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Palco Mundo tem dobradinha dançante com Demi Lovato e Maroon 5
No principal palco da Cidade do Rock, o Palco Mundo, a noite terminou da melhor forma. Mesmo com as ameaças de chuva, que se concretizaram já na madrugada de Domingo,

Demi Lovato arrastou uma multidão para o extenso palco, em uma apresentação segura, dotada de ótimas interpretações e de uma platéia histérica. Pablo Vittar fez uma participação especial, para delírio dos fãs de ambas as artistas.
O Esquenta de Lovato quase não foi suficiente para os norte-americanos do Maroon 5 manterem a temperatura deixada por ela, mas cheios de personalidade, e encabeçado por Adam Levine, seu carismático vocalista, a banda acelerou os arranjos das músicas e da metade para o final do show, entregou interpretação impecável. A chuva caiu, ninguém ligou, e Maroon 5 entregou um dos maiores shows da noite, como headliner do Palco Mundo. Sucessos como “This Love”, “Sunday Morning”, “Maps”, “Payphone”, e a inatingível “Sugar”, cumpriram o prometido aos deuses do Rock. Inesquecível.
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